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sábado, 18 de julho de 2015

"Finitude eu sinto quando me dou conta da existência de milhões de pessoas que eu jamais irei conhecer, conversar e interagir. De todas as que poderiam me ensinar a ser mais tolerante, de todas as que poderiam me fazer rir, de todas as que eu poderia amar ou desprezar, sofrer por elas, me esforçar por elas, crescer por meio delas.
Finitude eu sinto quando cruzo um olhar que não me ficará nem na memória, pois não há tempo para lembranças efêmeras.
Um ser humano é o que há de mais rico. Uma vida é o que há de mais original. Surgem e nos atropelam tantas vidas, tantas pessoas para sempre inacessíveis, desperdiçadas nos seus talentos, no seu potencial transformador, na sua capacidade de nos emocionar. A esmagadora maioria delas passa e não fica, são flashes do olhar.
Agarremo-nos, pois, às que ficam, permanecem, são reconhecíveis pelo nome e pelo trajeto percorrido em nós. Aproveitemos o material humano que dispomos: família e amigos e amores. Escassos, raros e profundamente necessários."

- Martha Medeiros em "Finitude" 




Um comentário:

  1. Belíssima escolha de texto. Apesar do foco ser em finitude, há muito mais do que isso. Passa uma certa sensação nostálgica gostosa e inspiração em aproveitar mais as coisas consideradas pequenas.
    Parabéns pelo Blog Luciana, adorei tudo por aqui. rs

    Abraços.

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