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sábado, 31 de outubro de 2015

"[...] não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: 
SONHAR e RECOMEÇAR.
Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: 
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. 
A vida nos dá um espaço de manobra: 
use-o para reinventar a si mesma". 

- Leila Ferreira


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"Essa ideia do amor que existe como algo que pode ser aproveitado mais tarde, que não desperdiça. Passa-se o tempo, passam-se milênios, e aquele amor vai ficar até debaixo d’água e vai ser usado por outras pessoas. 
Amor que não foi utilizado. Porque não foi correspondido, ele ficou ímpar, pairando ali, esperando que alguém o apanhe e complete a sua função de amor." 

- Chico Buarque


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"Perfeição não é sinônimo de felicidade contínua. Perfeito é aquele que busca seus ideais através da luta diária, através do choro amargo da despedida, das respostas infelizes que muitas vezes a vida nos dá. Perfeito é aquele que consegue sonhar apesar da rotina cansativa, dos problemas que se alongam com o passar das horas, mas que definham num passe de mágica, quando passamos a acreditar que tudo pode ser mais bonito."

- Ju Fuzetto





quarta-feira, 28 de outubro de 2015

"Benditas recordações que me cercam como em um abraço e me levam 
até um lugar radiante chamado saudade. 
Lá, o que eu fui segue intacto. Livre dos arranhões do tempo. 
Conservado por cada momento em que fui genuinamente feliz.” 

- Fernanda Gaona


terça-feira, 27 de outubro de 2015

"Quem busca o suficiente sonha em preto e branco. 
Eu quero sonhar colorido, 
viajar no impossível,
Caminhar nas estrelas."

- Renata Fagundes


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"Quando duas almas dispostas se encontram, não há porquês carregados de 'muito cedo' ou 'tarde demais'. Há apenas o momento em que duas almas dispostas se encontram e enfeitam o improvável instante com alguns punhados de possibilidades. Afinal de contas, permitir-se é tornar-se possível, dentro de alguém." 

- Priscila Rôde

domingo, 25 de outubro de 2015

Apostas

"[...]
Por uns quarenta dos seus oitenta anos de vida, minha avó apostou no mesmo número de loteria, comprava o bilhete junto com um parente mais jovem. Quando ela se foi, ele seguiu com esse hábito até seus últimos dias. [...] O temor que os movia era que no mesmo dia em que resolvessem abandoná-lo ele sairia, como se existisse uma memória vingativa entre uma rodada e outra de apostas. [...]
Temos esse hábito em relação a apostas menos lúdicas e levianas do que um bilhete de loteria. Quantas vezes nos pegamos insistindo num relacionamento fracassado, num negócio falido, numa escolha equivocada? Esses investimentos amorosos ignoram os dados da realidade, apegam-se às mínimas amostras de que vale a pena persistir. Eles se baseiam no mesmo temor da minha avó, de que outro, menos “merecedor”, ganhe a aposta. Junto de outro par aquela pessoa de quem já não estamos gostando pode se revelar exatamente o que queríamos que ela fosse. Tememos que se embeleze, torne-se mais romântica, responsável, bem sucedida, sensível, corajosa, criativa. Alheia aos nossos investimentos, ela prosperará assim que deixarmos de apostar. O mesmo vale para negócios e outras escolhas infelizes. Então o erro não estava no amado, no negócio, no projeto, o erro éramos nós?

Nesse caso, insistir no erro não é somente burrice, é uma espécie de aposta delirante no nosso desejo. É difícil acreditar que o destino, essa entidade que governa o acaso, seja tão rebelde à nossa vontade. Afinal, esse não era o segredo – como dizem algumas fórmulas de auto-ajuda – querer muito e persistentemente?

A admiração que sentimos por aqueles que levaram seus desejos às últimas consequências é coerente. Os perseverantes revelam que não basta querer, é preciso trabalhar em prol do que se almeja. Por outro lado, a obstinação supersticiosa em acreditar na supremacia da nossa vontade sobre o destino é aprisionante. Muitas vezes o segredo está em desistir, escolher outro número na vida no qual apostar. Esse ato em geral requer muita coragem e o mais difícil: a sinceridade consigo mesmo de admitir que também fazemos escolhas erradas, e que nossa vontade pode não fazer a mínima diferença."

(Diana Corso em Apostas - publicado na Revista Vida Simples de junho 2015)


sábado, 24 de outubro de 2015

"Um homem é sempre um contador de histórias, ele vive rodeado por suas histórias e as dos outros, ele vê todas as coisas que lhe acontecem através delas; e ele tenta viver sua vida como se fosse recontando-as".

- Sartre



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

"A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Eu quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto. 
Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito."

Veronica Heiss


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

"Caos é o nome dado a toda ordem
que produz confusão em nossas mentes".

- George Santayana


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"O ser humano é, antes de qualquer coisa, um narrador. Todas as pessoas têm uma história para contar, e, se não a têm, deixam de existir como pessoas. São suas histórias que as fazem humanas, mas também o que as aprisionam."

- Cecchin 

 Imagem: Peixe Grande e suas histórias maravilhosas

terça-feira, 20 de outubro de 2015

"…pegar na mão devagarinho e repetir de verdade, do fundo, sem o menor pudor, sem ânsia alguma:
- Gosto de você. Você existir me ajuda a viver."

- Caio Fernando Abreu


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

"Foi quando começou a não se importar tanto de sentir tanto medo, que ouviu o convite, ainda tímido, quase sussurro, do próprio coração, esse sabedor do que, de verdade, importa: 'Volta, com medo e tudo.'
Foi…
E começou a redescobrir que coragem, na maioria das vezes, é apenas voltar para o próprio coração. É apenas calar a ausência devastadora e infértil dele. É apenas sair do lugar para um ponto um pouquinho mais espaçoso e espalhador de sementes. É apenas seguir. Com medo e tudo."

 Ana Jácomo


domingo, 18 de outubro de 2015

"Certa vez li uma frase de Goethe que dizia: 'Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor.' Essa frase mudou minha vida. Minhas asas cresceram e eu voei e voo, tão alto e com tanto prazer, que o universo resolveu conspirar a meu favor. O vento que sopra do mar me enche os olhos de esperança. Meus objetivos moram longe, bem lá no horizonte onde o sol esfria quando encontra o mar. Eu continuo indo e tenho encontrado tanta força e alegria, que me resta somente acreditar que estou voando para o lugar certo."

- Denise Portes



sábado, 17 de outubro de 2015

"O amor que damos ao outro é consequência 
do que temos por nós mesmos."

- Pe. Fábio de Melo



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

"Agradar o mundo é missão dos que não compreendem a vida. 
Dos que não sabem a importância de ser singular.
Ser a mesma pessoa sempre não é acepção de ser verdadeiro. 
Ser a mesma pessoa sempre é ser imutável, é viver uma segurança de território, 
é não ser adaptável a outros conteúdos e vivências.
 Arrisque que os outros te vejam de outra forma, arrisque surpreender e ser julgado, arrisque a não ser você, sendo você."

- Frederico Elboni


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"O tempo me ensinou a não acreditar demais na morte nem desistir da vida: 
cultivo alegrias num jardim onde estamos eu, os sonhos idos, os velhos amores e seus segredos.
E a esperança – que rebrilha como pedrinhas de cores entre as raízes."

Lya Luft


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

"Amores sempre vêm e vão
mas nunca vêm em vão".

- Eu me chamo Antônio


terça-feira, 13 de outubro de 2015

"Carrego você no peito
Poema na camiseta
Com a tua assinatura
Já nem sei se é você mesmo
Ou se sou eu que virei alguma coisa tua"


- Alice Ruiz


segunda-feira, 12 de outubro de 2015


"Fui educado pela Imaginação,

Viajei pela mão dela sempre"


- Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)


domingo, 11 de outubro de 2015

"É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma. Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que aumentamos as chances de sentir que estamos vivos. Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções mofadas. Como bem disse Virginia Woolf, 'não se pode ter paz evitando a vida.'"

- Ana Jácomo




sábado, 10 de outubro de 2015

"É uma espécie de calma que vem do conhecimento de si própria e dos outros. Mas não se pode apressar a vinda desse estado. Há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina. E com a vida é assim. Mesmo há mais beleza 
em descobri-la sozinha, apesar do sofrimento."
.
- Clarice Lispector 




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"A vida só é possível através dos desafios.
A vida só é possível quando você tem tanto o bom tempo quanto o mau tempo,
quando tem prazer e dor;
quando tem inverno e verão, dia e noite;
quando tem tristeza tanto quanto felicidade,
desconforto tanto quanto conforto.
A vida passa entre essas duas polaridades.
Movendo-se entre essas duas polaridades, você aprende a se equilibrar.
Entre essas duas asas, você aprende a voar até a estrela mais brilhante."

- Osho


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

"Chega um momento, depois de algum caminho percorrido, em que a gente pode até considerar que avançou menos do que supunha, mas entende ter avançado o máximo que conseguiu até então. E a gente agradece, com gentileza e compaixão por todos os caminhantes, porque somente quem caminha sabe o valor, o tamanho, a conquista, de que é feita a história de cada único passo."

- Ana Jácomo


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"Não existe explicação para ser tomado de amor, alegria e gratidão. Um dia, simplesmente, as coisas fazem sentido, principalmente situações aparentemente desagradáveis do passado. Então você percebe que quando não conseguia andar, é porque estava aprendendo a ficar parado pra pensar mais, observar mais, cuidar de outras coisas que estavam sendo negligenciadas pela sua falta de tempo. A gente corre demais o tempo todo, mas isto não faz o nosso dia maior, isto só faz o nosso dia ser mais cansativo e nos empobrece. [...]
Há tanto a ser vivido de maneira mais leve [...] E todos esquecem que o corpo pede um olhar mais minucioso, os dias pedem mais admiração, as pessoas são mais importantes que as coisas e os acontecimentos são aprendizados, eternos aprendizados." 

- Marla de Queiroz




terça-feira, 6 de outubro de 2015

"Amores eternos existem e não há caretice alguma nisso. Mas só há duas maneiras de torná-los eternos: ou a gente os rotula como tal e se acomoda, ou a gente analisa, discute, amadurece, chora, pensa, repensa, ama, odeia, enfrenta, tenta, tenta e tenta de novo. É cansativo. Exige construção e demolição de fantasias, encontros e desencontros. São esses os amores que ficam pra sempre: aqueles que dão tanto trabalho que a gente mal consegue perceber sua eternidade."

- Martha Medeiros in Amores eternos 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"Todos nós, em proporções variadas, temos um pouco de Frida e por isso a adoramos. Nós também somos cores, intensidade, dores e amores. Somos o que a vida fez de nós e o que fizemos com o que fomos nos tornando. 
 Assim também somos nós, consequências de nossas próprias histórias, de nossos próprios acidentes, sobreviventes das etapas da vida, muitas vezes até vítimas de nós mesmos.
Quando perdoamos a nós mesmos aprendemos a perdoar também aos outros.
E o perdão, sentimento superior, é o material de que são feitas as pontes que abrem e reconstroem caminhos, que ligam o nosso melhor e o nosso pior tornando-nos quem realmente somos, um todo.
                                
  - Josie Conti 


Imagem: Frida Kahlo por Lisa Falzon

domingo, 4 de outubro de 2015

"[...] mas ele ainda visita os meus sonhos na forma de um representante incorpóreo que sonda, debate e reconsidera de mil ângulos diferentes 
uma pauta eterna de assuntos não encerrados".

- Elizabeth Gilbert in "Comprometida" (p. 324)


sábado, 3 de outubro de 2015

"Ao palhaço está permitido fazer coisas que nós não podemos. Somos ensinados a não fracassar nunca, mas o palhaço deve fracassar e, então, sobreviver ... - disse Avner, o Excêntrico.

[...] Ainda que você não queira atuar profissionalmente como um palhaço, dê uma chance ao clown que mora aí dentro. Não se leve tão a sério e ria de suas próprias bobagens. Só temos a ganhar ao admitir que podemos ser patetas e, a despeito de todas exigências sociais e da supervalorização do sucesso, que fracassamos. O importante, relembro o que disse Avner, o Excêntrico - é sobreviver. 
E seguir adiante."

- Maria Fernanda Vomero in "As delícias de ser palhaço" 
- Vida Simples Outubro/2015 



   

sexta-feira, 2 de outubro de 2015


"Que muitas vezes as simples manifestações de tristeza sejam entendidas (e medicadas) como depressões graves só faz confirmar essa ideia. A tristeza, os desânimos, as simples manifestações da dor de viver parecem intoleráveis em uma sociedade que aposta na euforia como valor agregado a todos os pequenos bens em oferta no mercado.
Do direito à saúde e à alegria passamos à obrigação de ser felizes, 
escreve Daniele Silvestre".

- Maria Rita Kehl em "O tempo e o cão - a atualidade das depressões" (p. 31)  


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

"Um dos meus trechos favoritos da literatura é de As cidades Invisíveis, de Italo Calvino. Nele, Calvino descreve uma cidade imaginária chamada Eufemia em que os mercadores de todos os países se reúnem em cada solstício e equinócio para trocar mercadorias. Mas esses mercadores não se reúnem apenas para trocar especiarias, pedras preciosas, gado e tecido. Na verdade, eles vão a essa cidade para trocar histórias - para literalmente trocar intimidades pessoais. Segundo Calvino, funciona assim: os homens se reúnem à noite em torno das fogueiras no deserto, e cada um oferece uma palavra, como 'irmã', 'lobo' ou 'tesouro enterrado'. Então, todos os outros homens, um de cada vez, conta a sua história pessoal de irmãs, lobos e tesouros enterrados. E nos meses seguintes, muito depois de partirem de Eufemia, quando cruzam o deserto sozinhos em seus camelos ou singram o longo caminho até a China, os mercadores combatem o tédio desencavando antigas lembranças. E é aí que os homens descobrem que as suas lembranças foram mesmo trocadas [...]  

Com o tempo, é isso que a intimidade faz conosco. É isso que um casamento longo pode fazer: ele nos leva a herdar e trocar as histórias um do outro. Em parte, é assim que nos tornamos anexos um do outro, treliças nas quais a biografia do outro pode crescer. A história privada de Felipe se torna um pedaço da minha memória; a minha vida se entrelaça com a matéria-prima da vida dele. [...]

Lembro-me de uma noite quente e úmida em que acordei [...] Mais uma vez, escolhi uma palavra ao acaso.
- Conte uma história sobre peixes - pedi.
Felipe pensou por um bom tempo. 
Depois, demorou-se no quarto enluarado contando uma lembrança das pescarias com o pai em viagens noturnas quando era apenas um menininho no Brasil. [...] Imitou as braçadas do pai, deitado ali de costas no ar úmido da noite [...] Depois de todas aquelas décadas perdidas, Felipe ainda conseguia imitar o som exato que os braços do pai faziam ao cortar as águas rápidas e escuras: 'Xaxaaa, xaxaaa, xaxaaa ..."  

E agora aquela lembrança, aquele som, também nadam em mim. É quase como se eu conseguisse me lembrar,  apesar de não ter conhecido o pai de Felipe, que morreu anos atrás. [...] 

Isso é intimidade: a troca de histórias no escuro.
Para mim, esse ato, o ato da conversa noturna tranquila, ilustra mais do que tudo a estranha alquimia do companheirismo. Afinal, quando Felipe descreveu as braçadas do pai, peguei aquela imagem aquosa e a costurei delicadamente na bainha da minha vida, e agora vou levá-la comigo para sempre. Enquanto viver, e mesmo muito depois que Felipe se for, a sua lembrança da infância, o pai, o rio, o Brasil, tudo isso também, de certo modo, passou a ser meu". 


- Elizabeth Gilbert in "Comprometida" (p. 315-318)