Total de visualizações de página

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"As pessoas são muito reativas: costumam retribuir exatamente aquilo que recebem. Retribuem o bem com o bem, e o mal com o mal. Mas tu, para seres imensamente feliz, procederás diferente:

Retribua com flores a todas as pedras que te atirarem.

Haverá um momento em que as pedras de teus inimigos acabarão, e assim eles só poderão atirar em você as próprias flores que receberam de ti. ”

Augusto Branco




domingo, 29 de setembro de 2013

"Se você acha uma flor bonita, à distância, experimente olhá-la bem de perto. Muitos detalhes a gente só consegue perceber ao aproximar mais os olhos e o coração. Quando olhamos para algumas belezas conhecidas com a admiração e a curiosidade afetiva de quem olha pela  primeira vez, garantimos porções extras de alimento para a alma. Uma das coisas mais perigosas que podem nos acontecer é perder a capacidade de renovar o próprio olhar. A vida da gente tem muito a ver com a nossa perspectiva.”

- Ana Jácomo


sábado, 28 de setembro de 2013

Medo de errar


"[...]Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte. 

Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos."

Martha Medeiros  - Medo de errar, no livro "A graça da coisa".
.



“Sempre pensei que todo mundo tem uma missão. Ninguém vive por viver, nasce por nascer, morre por morrer. Você tem uma missão e deve tentar cumprir tudo o que “está escrito” da melhor forma possível. Mas a gente não sabe o que está escrito. Temos que tentar adivinhar todo o santo dia. É por isso que existe a intuição: ela nos leva para onde devemos ir. É por isso que a gente deve seguir o que o coração diz: ele sempre está certo.”

- Clarissa Corrêa.







sexta-feira, 27 de setembro de 2013


"Que coisa bonita essa de conquistar sempre e sempre e sempre. De verdade, acho nobre. O amor é um sentimento tão belo para ficar assim esquecido, jogado, deixado de lado. Cada vez que vejo um senhorzinho olhando para a senhorinha com aquele olhar de poxa-você-é-tudo-o-que-eu-queria, abro um sorriso. E penso que vale, sim, a pena acreditar. Não é mágica, é só cuidado. Bem mais simples do que parece. Mas é preciso querer com o corpo inteiro."

- Clarissa Corrêa


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Sou tímida. Um montão de gente ri quando falo isso, mas sou tí-mi-da. Só quem me conhece a fundo sabe. É que sou o tipo de gente que todo mundo pensa que conhece. Mas se enganam feio. Pouquíssima gente me desvenda. Mostro só o que quero. Não por maldade, mas por proteção. A gente tem que aprender a se proteger. Das escolhas dos outros. E até mesmo das nossas próprias escolhas. “

- Clarissa Corrêa



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

1.000 Postagens!

Dia especial no Blog Frases da Borboleta.
Mil postagens!

Os 5 posts mais populares até hoje:


''Muitas cicatrizes de ontem,se tornaram a força e...
22/10/2012
939 visitas
http://frasesdaborboleta.blogspot.com.br/2012/10/muitas-cicatrizes-de-ontemse-tornaram.html

"Não posso desfazer a história e tampouco apagar o...
05/01/2013
898 visitas
http://frasesdaborboleta.blogspot.com.br/2013/01/nao-posso-desfazer-historia-e-tampouco.html

AS LIÇÕES DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ
12/01/2012
861 visitas
http://frasesdaborboleta.blogspot.com.br/2012/01/as-licoes-de-madre-teresa-de-calcuta.html

"Depois que alguém enxerga como você é por dentr...
04/03/2013
318 visitas
http://frasesdaborboleta.blogspot.com.br/2013/03/depois-que-alguem-enxerga-como-voce-e.html

Persistência
03/01/2012
286 visitas
http://frasesdaborboleta.blogspot.com.br/2012/01/persistencia.html

Muito obrigada a todos os visitantes e aos meus seguidores.





O discurso do rei

Acabo de assistir (com um certo atraso rs) o filme O Discurso do Rei (2010).
Interessante a superação da gagueira através de um método que priorizou a história de vida do personagem. Assim como na terapia ... Só poderemos vencer nossas limitações se conseguirmos encará-las de frente. 

Sem contar a amizade que se construiu entre os dois, que é verídica, e segundo o filme, durou enquanto viveram ... De como os amigos sempre nos ajudam a crescer, mesmo que às vezes fazendo a gente olhar para algo que doeu, mas tem que ser olhado para ser ressignificado ... E ainda fala sobre a importância de ACEITAR ser ajudado ... E também: o que vale mais, o conhecimento ou o título de especialista? Quem ajudou o rei não tinha uma "formação" mas sim a experiência e a sensibilidade ... 
 Enfim, me tocou.

Obs: lembrar disso na próxima apresentação de Seminário.


Fahrenheit 451

Sinopse: Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.


"Sempre se teme o que não é familiar. Por certo você se lembra do menino de sua sala na escola que era excepcionalmente 'brilhante', era quem sempre recitava e dava as respostas enquanto os outros ficavam sentados com cara de cretinos, odiando-o. E não era esse sabichão que vocês pegavam para cristo depois da aula? Claro que era. Todos  devemos ser iguais. Nem todos nasceram livres e iguais, como diz a Constituição, mas todos se fizeram iguais. Cada homem é a imagem de seu semelhante e, com isso, todos ficam contentes, pois não há nenhuma montanha que os diminua, contra  a qual se avaliar. Isso mesmo! Um livro é uma arma carregada na casa vizinha. Queime-o. [...]" (p. 83-84)

"Não se pode precisar o momento em que uma amizade se forma. Como ao encher gota a gota uma vasilha, há, no final, uma gota que a faz transbordar, assim, também, em uma série de gentilezas, há uma que, por fim, faz o coração transbordar." (p. 97)


"Não é de livros que você precisa, é de algumas coisas que antigamente estavam nos livros. [...] Descubra essa coisa onde puder, nos velhos discos fonográficos, nos velhos filmes e nos velhos amigos; procure na natureza e procure em você mesmo. Os livros eram só um tipo de receptáculo onde armazenávamos muitas coisas que receávamos esquecer. Não há neles nada de mágico. A magia está apenas no que os livros dizem, no modo como confeccionavam um traje para nós a partir de retalhos do universo." (p. 109-110)

"Eu sei, eu sei. Você está com medo de cometer erros. Não tenha. Os erros podem ser proveitosos. Quando eu era jovem, Montag, eu atirava minha ignorância na cara das pessoas. Elas me surravam com varas. [...] Se você esconder sua ignorância, ninguém lhe baterá e você nunca irá aprender". (p. 134)

"Todos devem deixar algo para trás quando morrem, dizia meu avô. Um filho, um livro, um quadro, uma casa ou parede construída, um par de sapatos. Ou um jardim. Algo que sua mão tenha tocado de algum modo, para que sua alma tenha para onde ir quando você morrer. E quando as pessoas olharem para aquela árvore ou aquela flor que você plantou, você estará ali. Não importa o que você faça, dizia ele, desde que você transforme alguma coisa, do jeito que era antes de você tocá-la, em ago que é como você depois que suas mãos passaram por ela. A diferença entre o homem que apenas apara gramados e um verdadeiro jardineiro está no toque, dizia ele. O aparador de grama podia muito bem não ter estado ali; o jardineiro estará lá durante uma vida inteira". (p. 192)           





"Se, ao acordar, posso escolher uma roupa, posso escolher também o sentimento que vai vestir meu dia. Se, no percurso, posso errar o caminho posso também escolher a paisagem que vai vestir meus olhos. A mesma articulação que tenho para reclamar, tenho para agradecer. E, se posso me adornar com a alegria,não é a tristeza que eu vou tecer. Que hoje e sempre, seja mais um belo dia!" 


- Marla de Queiroz


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Por que almocei meu pai

Li ontem e achei muito boa a proposta do livro, que é fazer uma retrospectiva da evolução humana através de uma história cheia de humor, com uma linguagem muito gostosa de ler. Mesmo assim, põe a gente para pensar na história dos primórdios da humanidade e nos traços instintivos que ainda estão presentes em nós.

Sinopse: Nunca acreditei na versão do Gênesis - Adão, Eva e a maçã -, e então decidi reescrever a evolução a meu modo. Acho que não fiquei muito longe da verdade. Tudo está escorado sobre sólidas bases científicas." É assim que o jornalista e sociólogo Roy Lewis explica por que escreveu este divertido romance sobre o homem das cavernas. Cult book na Inglaterra na década de 1960, Por que almocei meu pai viu seu número de admiradores ir crescendo aos poucos, até ser redescoberto na França e estourar recentemente como best-seller na Itália, onde vendeu mais de 150 mil exemplares.


"Coisa bem bolada essa dos braços se encaixarem. Uma possibilidade tão perfeita que parece que já foram imaginados também com esse propósito. Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele… O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra."

- Ana Jácomo

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"Quando a voz do coração ecoa em nossa alma a nos dizer que não devemos repetir o passado, é a voz da sabedoria em sua essência a nos proteger de dores desnecessárias."

- Nicoli Miranda


domingo, 22 de setembro de 2013

"Talvez seja o tempo...a vida...a idade...
mas a gente vai aprendendo a renunciar
a tanto que se quis...
A verdade
é que me acomodei de tal modo na minha infelicidade,
que quase que sou feliz..."

- J. G. de Araújo Jorge


"Não me indigno, porque a indignação é para os fortes; não me resigno, porque a resignação é para os nobres; não me calo, porque o silêncio é para os grandes. E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Sofro e sonho. Queixo-me porque sou fraco e, porque sou artista, entretenho-me a tecer musicais as minhas queixas e a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor a minha ideia de os achar belos. Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos. Eu não sou pessimista, sou triste."

- Fernando Pessoa. 




sábado, 21 de setembro de 2013

"A maior arma que alguém pode usar contra nós é nossa própria mente. Aproveitando-se de duvidas e incertezas que ali se escondem. Somos verdadeiros com nos mesmos? Ou vivemos pelas expectativas de terceiros? E se formos acessíveis e sinceros, podemos algum dia ser realmente amados? Podemos encontrar coragem para liberar nossos segredos mais ocultos? Ou no final, somos todos incompreensíveis até para nos mesmos?"

- REVENGE







sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Nem todo mundo está na mesma sintonia que você. E isso não é errado, é o jeito de cada um. Não adianta você querer fazer tudo ou querer que o outro queira o que você quer. Ninguém pode ser forçado a nada. Seja a ler um livro, concordar com uma ideia ou mudar. A gente muda quando (e se) quiser. Você não pode querer que as outras pessoas sintam como você, sejam como você, que as coisas tenham a mesma importância para os outros que têm para você. Esse é o grande desafio da vida. 
Boa sorte."

- Clarissa Corrêa.





"Depois de um tempo fui percebendo que certas dores são desnecessárias, que não vale a pena senti-las. Então comecei a dispensar esses tipos de dores, e isso inclui você."

- Fernanda G. Inverbos.  (via inverbos)





quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"Sinto que as pessoas se perdem quando pensam na felicidade como um destino. Estamos sempre pensando que um dia seremos felizes. Teremos aquele carro ou aquele emprego ou a pessoa de nossas vidas que vai resolver tudo. Mas a felicidade é um estado. É uma condição, não um destino. É como estar cansado ou com fome. Não é permanente. Isso vai e volta e está tudo certo. Sinto que se as pessoas pensassem isso dessa forma, elas encontrariam a felicidade muito mais vezes. Felicidade é um estado, e não um destino.

- One Tree Hill.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

AMOR SEM ESFORÇO



Seria bacana se a gente pudesse dissolver a ilusão de que para sermos amados temos que ser outros que não nos habitam. Outros que não somos. Outros que, no fundo, não podemos ser, mas também não precisamos. Ter outras caras. Outros corpos. Outros gostos. Outros sonhos. Outros jeitos. É inútil qualquer esforço de tentar caber onde o nosso coração não está. Onde ele não pode nadar livremente, no tempo e no ritmo das próprias braçadas, aproveitando, feliz, o contato com a vida. Há um desperdício imenso de energia nessa história. É tenso demais viver para agradar, em troca de pertencimento, reconhecimento, alguma afeição. Maquiar as emoções, boicotar a própria essência, trocar a luz natural por luminárias artificiais, bolar planos fantásticos para chegar ao coração de quem quer que seja. Cansa, só de imaginar.

Além de inútil, é perigoso. Perigoso porque dói, mesmo quando faz aumentar nossos índices de popularidade. Nosso catálogo de endereços eletrônicos. Nossas referências no caderno de telefones. Nossa lista de contatos do celular. Perigoso porque requer de nós muito malabarismo emocional para não trairmos as personagens que criamos para atender as demandas alheias. É trabalhoso demais tentar ser o que não se é. Exaustivo. Drenagem pura. E, no fim das contas, o que buscam essas pessoas que queremos que nos amem? Procuram por nós ou pelas pessoas que tentamos parecer? Por nós ou pelas pessoas que querem que sejamos? Se não for por nós, não tem importância alguma. A leveza escoa, assustada, ralo afora. Se não for por nós, não é de verdade.

De vez em quando nós lembramos para, em geral, esquecer outra vez pouco depois: o amor não pede esforço. O amor acontece. Somos amados assim do nosso jeito. Assim do nosso tamanho. Assim do nosso lugar. Somos amados como somos, já preciosos. Isso é de uma liberdade que raramente sentimos ser capazes. As pessoas mais interessantes que conheço não fazem sacrifícios para ser amadas. São do jeito delas. Se são amadas, maravilha. Se não, vida que segue, mais a frente os encontros virão e é bem provável que tenham mais a ver com elas. A diferença que conta é que, à parte o amor que possam receber, elas são amadas por elas mesmas. Estão confortáveis por ser como dá pra ser a cada instante.

São pessoas que não querem mostrar nada além da espontaneidade que já conseguem. Não querem caber onde lhes falta espaço. Não têm a pretensão de ter montes de amigos: se tiverem um, capaz de amá-las, de verdade, já estão no lucro. Querem amar e ser amadas, sim, desde que cada pessoa tenha liberdade para ser. Nadam no ritmo delas, no tempo delas, nesse mar de águas tantas vezes turbulentas da vida. E consideram cada braçada uma vitória. Uma possibilidade de encontro. Se não acontecer, vez ou outra, continuam contando com o próprio pertencimento. O próprio reconhecimento. A própria afeição.

- Ana Jácomo



"Mire veja: 
o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando.
 Afinam e desafinam."

- Guimarães Rosa




terça-feira, 17 de setembro de 2013


“Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro.” 

- Miguel Esteves Cardoso




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"Não desisto de minha alegria porque alguém não entendeu antes. Não desisto de minha ingenuidade porque alguém não me cuidou antes. Não desisto de minha coragem porque alguém se acovardou antes. Não desisto de mim porque já sofri antes. 
Amar é continuar sendo até acertar a companhia."

- Fabrício Carpinejar



"Quando a tua maior fraqueza é o amor, és a pessoa mais forte do mundo."

Garman Wold


domingo, 15 de setembro de 2013

"Superar uma dor de amor é o equivalente a estudar para o vestibular. Tranca-se no quarto, são recusados convites para sair e se divertir, a história pessoal é revisada, sublinhada e decorada à exaustão. Não mais o esporte, não mais as festas, não mais os bares. Os únicos amigos preservados são os travesseiros.
Fala-se pouco, come-se devagar, experimenta-se um emagrecimento involuntário que dá mais certo do que uma dieta consciente. Aquela sonhada perda de sete quilos realmente acontece, na hora e no jeito errados. Não festejamos, não percebemos, não alardeamos a forma física, a tristeza encabula o corpo. Somos um par de olheiras e uma boca confusa. As reticências do período tanto podem ser suspiros como gemidos.
A única missão que resta é estudar, não para seguir uma profissão. Estudar para seguir a própria vida. Estudar para se manter de pé ou definitivamente cair. Na dor do amor, o desejo é chegar ao fundo de si, mas o fundo de si está na pessoa que deixou de nos amar. E nunca se chega ao fim. O fim não está mais com a gente. Foi junto com quem traiu a fidelidade que acreditávamos.
A dor do amor oferece igual preparação de uma prova difícil. Uma prova que não importa a doação, o resultado é conhecido. O que se queria já se perdeu. Um vestibular que significará esforço e não celebração. Um vestibular onde se é desclassificado antes da inscrição.
Não cumprimos a rotina, mal e forçosamente ficamos de pé. Os pijamas e abrigos pedem na Justiça a guarda da pele. É um luto sem enterro. Um luto sem cadáver. Um luto sem missa de sétimo dia. Um luto sem familiares se aproximando e tentando consolar. Um luto sem pêsames e garantia social. Um luto obrigado a trabalhar no dia seguinte. Um luto que não se explica. Um luto que não merece nem um anúncio de jornal para avisar que acabou. Um luto em que o sofredor poderá se encontrar com seu sofrimento em carne e osso na próxima esquina.
Acorda-se com a sensação de pesadelo, dorme-se com a sensação de pesadelo. Fase de transição, em que se confia sinceramente que nada será melhor do que antes. Quem tinha humor fica cínico. Chora-se no princípio com força, depois o choro é um hábito, perde a concentração e vira um resmungo intermitente. Não se faz outra coisa senão a de remoer o tempo, de repisar fotografias, vídeos, cartas. Reler e revisar o que foi esquecido no Ensino Fundamental e Médio. São meses de exílio, de sacrifício, a mostrar que se é capaz de sofrer a sério por alguém e abdicar do que se mais gostava.
A fossa do amor não é uma encenação. Ao passar por ela, termina a confiança irrestrita, a esperança ingênua. As pessoas que sofreram esse descompasso são reconhecíveis de longe. Não se alegrarão de todo. Uma saudade vai retirar a velocidade dos ouvidos. Não se abrirão de novo como uma vitória-régia. Têm uma sutileza que as diferenciam dos demais, o tolhimento do abandono. E poderão no futuro amar melhor porque não mais estarão sozinhas. Estarão sempre conversando e consultando sua dor."




- Fabricio Carpinejar



“Escolher o dia. Apreciá-lo ao máximo. O dia como ele vem. As pessoas como elas vêm. O passado, eu acho, me ajudou a apreciar o presente, e eu não quero estragar nada disso por idealizar um futuro.”

- Audrey Hepburn

PS: Adorei essa versão "gatinha" da Audrey Hepburn.

sábado, 14 de setembro de 2013

"Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam."

 - Nelson Rodrigues


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ver além dos olhos, de ouvir além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio, tão clara, no próprio coração. Essa sensação, às vezes, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói ser ferido. Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Essa saudade, de fazer a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe. Essa possibilidade de experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a idéia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim."

- Ana Jácomo


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"Fazendo aqui um pouco de literatura, posso dizer que a morte é que escreve sobre nós - desde que nascemos ela vai elaborando conosco o nosso roteiro. Ela é o grande personagem, o olho que nos contempla sem dormir, a voz que nos convoca e não queremos ouvir, mas pode nos revelar muitos segredos.
O maior deles há de ser: a morte torna a vida tão importante!
Porque vamos morrer, precisamos poder dizer hoje que amamos, fazer hoje o que desejamos tanto, abraçar hoje o filho ou o amigo. Temos de ser decentes hoje, generosos hoje ... devíamos tentar ser felizes hoje."

- Lya Luft em Perdas & Ganhos


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"Todo sentimento precisa de um passado pra existir
O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca.
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio
Com alguém que a pouco era quase um estranho.
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."

- Benjamin Constant




terça-feira, 10 de setembro de 2013

"Amor é tarefa complexa, além de tudo porque para amar preciso primeiro me amar. Dentro e fora são reflexos mútuos, como dois espelhos em lados opostos. Vou procurar um amor bom para mim - no qual me reconheço e me reencontro, me refaço e me amplio, me exploro, me descubro - se minha imagem interior me levar a isso.
O amor mais que tudo nos revela: manifesta nossas tendências, o que preferimos e escolhemos para nós. Quero, mereço ser e fazer feliz ou preciso me punir e castigar ao outro; mereço e posso crescer ou me aniquilar ... e ao outro comigo?"

- Lya Luft em Perdas e Ganhos


segunda-feira, 9 de setembro de 2013



" Rir muito e com freqüência; 
ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; 
merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos;
apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; 
deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; 
saber que ao menos uma VIDA respirou mais fácil porque você viveu. 
Isso é ter tido sucesso."


Ralph Waldo Emerson


domingo, 8 de setembro de 2013

"Eu não sabia o que na madureza aprenderia: 
que todas as coisas quando acabam são substituídas por outras,
Que a vida não se reduz, mas cresce. 
E é em tudo um milagre."

Lya Luft


sábado, 7 de setembro de 2013


"Não há nada que nos dê mais segurança emocional do que não “precisar” dos outros, e sim contar com os outros para aquilo em que eles são insubstituíveis: companhia, sexo, risadas, amizade, conforto.
Se ainda não atingiu esse estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga. 
Ficar amarrado à vida alheia faz você viver menos a sua.
Nada de se fazer de desentendida só para não se incomodar.
Incomode-se.
Dependência é morte".


Martha Medeiros


“Sobre cada dia ela se equilibrava nas pontas dos pés, 
sobre cada frágil dia que de um instante para outro poderia se partir 
e cair em escuridão. 
Mas ela milagrosamente o atravessava e exausta de alegria e cansaço chegava a dormir para o dia seguinte surpreendida recomeçar.”

Clarice Lispector


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Amputações



"Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo."

- Martha Medeiros em Felicidade realista


“Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito(...) Todo encontro que verdadeiramente nos toca é uma espécie de milagre num mundo de bilhões de seres humanos. 
Algumas pessoas a gente nem imaginava que existiam, mas, meu Deus, que agrado bom é para a alma descobrir que vivem. Que estão por aqui conosco. Pessoas que fazem muita diferença na nossa jornada, com as quais trocamos figurinhas raras para o nosso álbum. “ 

- Ana Jácomo


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"A gente sempre deve sair a rua como quem foge de casa, 
como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. 
Não importa que os compromissos, as obrigações estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando."

Mário Quintana


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"Meu amor independe do que me fazes. 
Não cresce do que me dás. 
Se fosse assim ele flutuaria ao sabor dos teus gestos. Teria razões e explicações. 
Se um dia teus gestos de amante me faltassem, 
ele morreria como a flor arrancada da terra. 
'Amor é estado de graça e com amor não se paga'.
 Nada mais falso do que o ditado popular que afirma que 'amor com amor se paga'. 
O amor não é regido pela lógica das trocas comerciais. Nada te devo. Nada me deves. Como a rosa que floresce porque floresce, eu te amo porque te amo".


Rubem Alves


terça-feira, 3 de setembro de 2013


"Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas. 
Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo. 

Uma vez lembradas, o corpo ri, chora, comove-se, dança..."

Adélia Prado


segunda-feira, 2 de setembro de 2013


"Escolha, entre todas as escolhas que tiveres, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena. O resto é engano, minha filha, é perdição."

Caio Fernando Abreu

"Eu, você e todos nós queremos intimidade, mas evitamos contatos muito íntimos. Não queremos nos machucar, mas usamos sapatos que nos machucam. A gente quer e não quer, o tempo todo. Será que durante uma caminhada de uma esquina à outra, em um único quarteirão, é possível acontecer uma paixão, uma descoberta? Quantos metros precisamos percorrer, quantos dias devemos esperar, em que momento da nossa vida irá se realizar o nosso maior sonho e, uma vez realizado, teremos sensibilidade para identificá-lo? O nosso desejo mais secreto quase sempre é secreto até para nós mesmos.
Martha Medeiros em "Eu, você, todos nós" - Doidas e Santas




domingo, 1 de setembro de 2013

"Eu prefiro as pessoas que conseguem ver o lado claro das coisas mesmo que todo dia anoiteça. Gente que se abala com os fatos sim, mas que não quer derrubar a estrutura do outro só pra vê-lo no mesmo nível em que estão. Com o tempo a gente aprende que todos têm o ônus e o bônus, mas poucos conseguem carregar dores e doçuras sem despejar em ninguém suas amarguras. Eu ainda acredito mais em sonhadores incuráveis do que em caçadores de mágoas." 

- Fernanda Gaona