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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"O sonho é uma mensagem existencial. É uma mensagem de você para você mesmo, para qualquer que seja a parte de você que esteja escutando. O sonho é possivelmente a expressão mais espontânea do ser humano, uma obra de arte que nós esculpimos a partir de nossas vidas." 

- Fritz Perls em Descobrindo crianças, de Violet Oaklander


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Como posso ser substancial sem dispor de uma sombra? Eu também preciso ter um lado escuro, se quiser ser inteiro; e tornando-me consciente de minha sombra, lembro-me, novamente, de que sou um ser humano como qualquer outro".

- Carl Gustav Jung em "Teorias da Personalidade"   


domingo, 25 de janeiro de 2015

"Ao tornar-me uma narradora de vidas aprendi que toda vida é uma invenção própria. Não que ela não seja feita de fatos, de dados concretos, de eventos incontroláveis. 
O que é absolutamente uma criação própria é a forma como cada um
 olha para a sua vida.
[...] Ao escolher como olhar para sua vida você escolhe quem você é".

- Eliane Brum em "Qual é a sua história?" 


sábado, 24 de janeiro de 2015

"Os únicos indivíduos que podem realmente ir ao encontro de e dominar os problemas da vida são aqueles que demonstram, em sua luta, tendência a enriquecer os outros, que vão avante de tal forma que os outros também se beneficiam".

- Alfred Adler em "Teorias da Personalidade"


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"Siga aquela vontade e aquele caminho que a experiência atesta ser o seu próprio,
 isto é, a verdadeira expressão de sua individualidade"

- Carl G. Jung In "Teorias da Personalidade"  


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

"Mentir é um sintoma de algo que não está certo para a criança. As crianças mentem porque têm medo de assumir uma posição com respeito a si próprias, de encarar a realidade como ela é. Frequentemente elas estão imersas em medo,  dúvidas em relação a si mesmas, uma auto-imagem pobre, ou culpa. São incapazes de enfrentar o mundo real que as cerca, e então recorrem a um comportamento defensivo, agindo de forma exatamente oposta àquilo que realmente sentem.

Com frequencia, as crianças são "obrigadas" pelos seus pais a mentir. Estes talvez sejam severos ou inconsistentes demais, pode ser que tenham expectativas demasiadamente difíceis de serem correspondidas pelas crianças, ou talvez não sejam capazes de aceitar a criança como ela é. A criança é então obrigada a mentir como uma forma de autopreservação."

- Violet Oaklander em "Descobrindo Crianças" (p. 25) 


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015


- Do livro "365 dias extraordinários"
"Ninguém é massinha de modelar. Não posso te amassar, te moldar, te arrumar da forma que quero. Você é como é, eu sou como sou e podemos nos aceitar assim ou não. A escolha é só nossa. O problema é que sempre achamos que podemos tudo, mas não podemos nada. As coisas são dessa forma, você aceita se quer. Uma pessoa só muda se quer, se tem vontade, se faz esforço. Eu não tenho poderes para mudar ninguém, mal consigo ajustar o que anda desajustado em mim. O dia que todo mundo entender isso vai ser mais fácil viver a dois, a três, a quatro, a mil."

- Clarissa Corrêa


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

"A vida é fugaz,
tão veloz, tão passageira.
a gente sofre demais
por bobagens, por besteira.
Tudo um dia se desfaz
mesmo que queira ou não queira.
Importa é viver em paz,
pois quando olhamos pra trás
lá se foi a vida inteira."

- Jenario de Fatima


"Então, só porque alguma coisa é difícil, você desiste de fazê-la?
Andar a princípio era difícil, mas você praticou e agora faz com que pareça algo fácil".

- Richard Bach em "Ilusões"


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

"Sem que o outro tenha se modificado, sem que tenha sequer se movido do lugar, tudo aquilo que encantava, agora irrita. O que mudou? O olhar.
Isto é, o objeto continua o mesmo, a diferença está na maneira como as palavras e as atitudes são vistas (numa espécie de Efeito ET às avessas).  

No filme ET, O Extraterrestre, de Steven Spielberg, a primeira reação que a visão daquele estranho ser nos provoca é de susto; depois, quando nos convencemos (através do olhar do protagonista) que o bichinho não é violento, passamos a olhá-lo com certa repugnância: a pele rugosa, os olhos remelentos, as narinas abertas e úmidas, o som gutural que sai de sua garganta, tudo isso nos remete a répteis asquerosos. Mas, já no final do filme, tudo muda e os aspectos antes repulsivos agora mobilizam nossa ternura: os olhos do ET refletem desamparo, a pele transmite uma sensação de frio que pede aconchego, o som primitivo se transforma num lamento. Notem que mestre Spielberg não mudou nenhum detalhe do ET, é o mesmo boneco inflado, e o mesmo tipo de luz incide sobre a figura. Mas já não é a mesma luz que emana de dentro de nós, os sentimentos com os quais iluminamos a imagem transformam totalmente o que agora vemos".

- Lidia Aratangy em "O anel que tu me deste - o casamento no divã"      


domingo, 18 de janeiro de 2015

"Algumas conversas são transformadoras: têm o dom de enriquecer nossa percepção do mundo e ampliar o contato que temos com nossos sentimentos. Ao ouvir o relato de um episódio doloroso de que fomos protagonistas, um interlocutor privilegiado é capaz de formular intervenções que nos ajudam a compreender o que aconteceu, e nos levam a descobrir nuances que atenuam a importância da situação vivida - e, assim, tornam mais tolerável a lembrança do episódio. Um parceiro que seja capaz de exercer essa função com competência conquista um espaço diferenciado em nossa vida afetiva."

- Lidia Aratangy em "O anel que tu me deste - o casamento no divã" 


 

sábado, 17 de janeiro de 2015

"Um funcionamento inadequado da psique pode causar tremendos prejuízos ao corpo, da mesma forma que, inversamente, um sofrimento corporal consegue afetar a alma, pois alma e corpo não são separados, mas animados por uma mesma vida. Assim sendo, é rara a doença do corpo, ainda que não seja de origem psíquica, que não tenha implicações na alma".

- Carl G. Jung em Psicologia do Inconsciente (p. 105)  



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"Enfrentar a vida cotidiana, com todas as suas exigências banais de dedicação, paciência, perseverança e sacrifícios, humildemente, sem visar o aplauso, sem grandes gestos heroicos -  este é o nosso heroísmo cotidiano, invisível para os outros".

- Carl G. Jung em "Psicologia do Inconsciente" (p. 40) 





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

"Explicam ao doente que seu sintoma vem daqui ou dali, não passam disso ou daquilo. Seria injusto afirmar que a redução não seja eficaz em certos casos. Mas promover a teoria redutiva a uma teoria global não tem cabimento. Pois a alma humana, seja doente ou sã, não pode ser esclarecida apenas redutivamente. Não há dúvida de que Eros está sempre presente, sempre e em toda parte. Não há dúvida de que o impulso de poder penetra no que há de mais sublime e mais real na alma humana. Mas a alma não é só isso ou aquilo, ou se preferirem, isso e aquilo, mas também tudo o que ela já fez e ainda vai fazer com isso. Uma pessoa só foi compreendida pela metade, quando se sabe a proveniência de tudo o que aconteceu com ela. Se fosse só isso, pouco importaria se já houvesse morrido há muito tempo. Como ser vivo, ela não foi compreendida, porque a vida não é só ontem nem fica explicada quando se reduz o hoje ao ontem. A vida também é amanhã; só compreendemos o hoje se pudermos acrescentá-lo àquilo que foi ontem e ao começo daquilo que será amanhã".

- Carl G. Jung em Psicologia do Inconsciente (p. 38)   


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"Esta é exatamente a mensagem que os contos de fada enviam à criança de inúmeras maneiras: que uma batalha contra as sérias dificuldades da vida é inevitável, constitui parte intrínseca da existência humana - mas que se a pessoa não se intimida, se vai firmemente ao encontro das adversidades inesperadas e muitas vezes injustas, todos os obstáculos são vencidos e no final a pessoa emerge vitoriosa"

- Bruno Bettelheim, citado por Violet Oaklander em "Descobrindo crianças"


"Apesar de todas as asserções indignadas em contrário, a verdade é que o amor, 
com todos os seus problemas e conflitos, tem um significado fundamental 
na vida humana." 

- Carl G. Jung em "Psicologia do Inconsciente" (p. 10) 


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

"Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. 

Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo". 

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. 
Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal 
das relações humanas."

- Martha Medeiros


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"Alegria é algo impreciso, mas estamos falando da vontade de ficar vivo, de tirar prazer da vida, de seguir desejando, amando, trabalhando. Qualquer terapeuta sabe o peso que é para alguém ter uma mãe sempre triste, que passa boa parte da vida na cama, reclamando de tudo, incapaz de conectar-se com os filhos. Isso certamente é uma das piores heranças que podemos receber.

[...]

Maria canta, ensina a cantar, dança e coloca a música nesse lugar materno que inicialmente ela de fato tem. Da voz da mãe, o recém-nascido retém a musicalidade que já atravessava as paredes uterinas. [...] A música será geralmente uma fonte de prazer, mas também de ambiência, a música constrói um lugar, esteja onde estiver".

- "A maternidade possível" em "A Psicanálise na Terra do Nunca", 
de Corso & Corso.



domingo, 11 de janeiro de 2015

"A imaginação é o direito constitucional para viver de novo.
Não desperdice a vida com uma única vida".

- Fabrício Carpinejar 


sábado, 10 de janeiro de 2015

"Me permitir ser um pouco insignificante. E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre . E mais abraços.

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem."

- Martha Medeiros em "O que mais você quer?"




sexta-feira, 9 de janeiro de 2015


"Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. "


- Martha Medeiros em "O que mais você quer?"




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

SOBRE BORBOLETAS E PSICOTERAPIA



No primeiro ano do curso de Psicologia, durante uma aula, a professora Sandra Perez Tarricone nos contou que a borboleta era um dos símbolos da Psi. Na hora, aquilo já fez todo o sentido: sempre fui fã da leveza e das cores das borboletas, mas principalmente me fascinava pelo que eu achava que elas representavam, sobretudo: a transformação. Como Ana Jácomo tão lindamente escreveu:

"Indagada, na entrevista, sobre aprendizados do tempo do casulo, a borboleta silenciou, movimentou as asas delicadamente, olhou para a margarida que acabara de abraçar, e sorriu. Contemplativa, revisitou na memória a atmosfera de alguns sentimentos que a pergunta lhe fez acessar. Findo o passeio, respondeu à repórter:
- Houve um momento em que o aperto foi tão extremo e aflitivo que eu imaginei não conseguir suportar. Eu nem sabia que, exatamente naquele ponto, a natureza tecia asas para mim, em silêncio, mas foi lá que senti que eu era feita também para voar. O aperto, entendi somente depois, era uma espécie de morte, um prenúncio da transformação, uma ponte que me levaria a outro modo de ser." 

Por vezes esses apertos são grandes oportunidades de mudança. E a psicoterapia me parece com esse momento de casulo, de espera, de olhar para dentro de si para então poder ressurgir, sob nova forma, mais livre.

Lembrei disso quando procurava hoje uma imagem para colocar com a notícia de que volto a atender em consultório como psicóloga clínica na semana que vem. Pude pensar a respeito da minha própria metamorfose nesses últimos dez anos (comecei a graduação em 2005). Do percurso que fiz até aqui, com a experiência clínica - principalmente com crianças, com meu trabalho junto com o Marcelo Bonachela, que foi meu professor, meu supervisor e hoje é meu amigo (e com quem vou dividir o espaço) ... Dos aprendizados diários na Saúde Mental, da pós e do Mestrado, que finalizo neste ano ... Quantos casulos, quantos "apertos", quantas transformações ...

E, principalmente, sinto-me motivada pela experiência única de poder acompanhar de perto tantas outras transformações, algumas mais fáceis, outras bem dolorosas, mas que fazem parte desse privilégio que é ser psicóloga e estar junto com o outro.

Desejem-me boa sorte!



"Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias."


- Martha Medeiros em "O que mais você quer?" 


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


"Todos os dias você decide se continua do jeito que é ou muda. 
A grande glória do ser humano é poder participar de sua autocriação".


- Roberto Shinyashiki

terça-feira, 6 de janeiro de 2015


"O mais importante a lembrar durante uma depressão é: não se recupera o tempo perdido. Ele não é somado ao final de sua vida para compensar os anos de desastre. O tempo devorado pela depressão está perdido para sempre. Os minutos que se vão com a doença são minutos que você não verá mais. Por pior que se sinta, terá que fazer tudo que for possível para continuar vivendo, mesmo que tudo que possa fazer no momento seja respirar. Aguente o tempo de espera e ocupe esse tempo tão plenamente quanto puder. Esse é o meu grande conselho para os deprimidos. Agarre-se ao tempo: não deseje que sua vida se desvaneça. Mesmo os minutos em que se sente que vai explodir são minutos de sua vida, e você jamais os terá de novo."

- Andrew Solomon em "O demônio do meio-dia" (p. 411)



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"A doença psiquiátrica geralmente revela o lado medonho da pessoa, mas não a transforma por inteiro. Às vezes o lado medonho é patético, carente e faminto, qualidades que são tristes, mas tocantes; às vezes o lado medonho é brutal e cruel. A doença traz à luz as dolorosas realidades que a maioria das pessoas aprisiona na escuridão. A depressão intensifica a personalidade. A longo prazo, acho que melhora as pessoas boas e piora as ruins. Pode destruir o senso de proporção do indivíduo e lhe dar fantasias paranoicas e um falso senso de desamparo; mas é também uma janela para a verdade".

- Andrew Solomon em "O demônio do meio-dia" (p. 410)


domingo, 4 de janeiro de 2015


Depressão

"As pessoas próximas aos depressivos têm a expectativa de que eles se recomponham: nossa sociedade tem pouco espaço para lamúrias. Cônjuges, pais, filhos e amigos ficam todos sujeitos a serem eles próprios arrastados para baixo e não querem estar perto de uma dor desmedida. 
[...] Todos gostaríamos que o Prozac resolvesse o problema, mas, na minha experiência, o Prozac não resolve, a não ser que o ajudemos. Ouça as pessoas que amam você. Acredite que vale a pena viver por elas, mesmo que você não acredite nisso. Busque as lembranças que a depressão afasta e projete-as no futuro. Seja corajoso, seja forte, tome seus remédios. Faça exercícios, porque isso lhe fará bem, mesmo que cada passo pese uma tonelada. [...] Esse tipo de conselho é lugar-comum e soa bobo, mas o caminho mais certo para sair da depressão é não gostar dela e não se acostumar com ela. Bloqueie os terríveis pensamentos que invadem sua mente".

- Andrew Solomon em "O demônio do meio-dia"  (p. 29)