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terça-feira, 23 de janeiro de 2018


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Do filme "Simplesmente acontece"

domingo, 21 de janeiro de 2018

sábado, 20 de janeiro de 2018

O grito

"Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.

Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.

Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio. Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar este grito com conversas tolas, elocubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe nos nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar este amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febres, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma: ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto.
Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.

Eu não sei por que sou assim.
Sabe".


- Martha Medeiros


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"Por que não é adequado buscar nos outros aquilo que não obtivemos no seio familiar, ou seja, cobrir com outros nossas carências afetivas?
Porque seria como tentar abrir uma porta com um martelo no lugar da chave. Com o martelo, possivelmente conseguiremos abri-la, mas a quebraremos, e ela não mais voltará a servir como porta.
E também por uma outra razão, que aprendi por meio dos muitos casos que vi como terapeuta: porque esses afetos, ainda sendo muito sentidos, nunca podem substituir realmente outros afetos. Um afeto não substitui outro, como uma pessoa não pode substituir outra em nosso coração".

Joan Garriga Bacardí em "Onde estão as moedas? As chaves do vínculo entre pais e filhos"(p. 38-39) 


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"Não, eu não posso pensar que não vou vê-lo de novo. Eu perdi o seu amor, e isso foi (e é) doloroso, mas eu não devo perder você. De qualquer forma, você me deu tanto, o que você me deu significa muito, e você nunca poderá pegar isso de volta. Então, sua ternura e amizade são tão preciosas para mim que eu ainda posso me sentir feliz e severamente grata quando eu olho para você dentro de mim. Eu espero que essa ternura e amizade nunca me abandonem.
[...]
Todas as palavras parecem bobas. Você parece estar tão perto, tão perto, deixe-me ficar perto de você também. E me permita, como no passado, ficar no meu próprio coração para sempre.

Sua Simone"


 


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

domingo, 14 de janeiro de 2018

"Tem gente que espera ser feliz no próximo ano, no próximo aniversário, 
na próxima primavera. Não percebe que a felicidade
não obedece calendários nem floresce de acordo com as estações do ano.
A felicidade acontece numa fagulha de instantes, 
e é preciso olhos atentos para não perdê-la".

- Fabíola Simões



 

sábado, 13 de janeiro de 2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

"Amuralhar o próprio sofrimento é arriscar 
que ele te devore desde o interior".

- Frida Kahlo

 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

"Pequeno perguntou:
- Mas e quando tivermos morrido e partido, você continuará me amando, 
o amor continua?
Grande cingiu-se a Pequeno carinhosamente enquanto contemplavam a noite, 
a lua no escuro e as estrelas brilhantes.
- Pequeno, olha as estrelas, como brilham, algumas já morrreram faz tempo. Mas elas continuam brilhando nos céus noturnos, para você ver, Pequeno, que o amor, como a luz das estrelas, nunca morre ..."

- Debi Gliori, citada por Harlan Coben no livro "Não conte a ninguém", em uma homenagem do autor à sua sobrinha, Myszka (1997-2000). 



 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

"Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofres, 
trancados até o nosso fim.
E por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira."

- Hilda Hist

 Imagem de Christian Schloe

domingo, 7 de janeiro de 2018

Do filme Idas e vindas do amor.

sábado, 6 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

"O movimento dos floristas, que armavam seu mercado diário em frente ao Teatro Municipal, já havia começado quando por ali passamos de táxi, no começo da madrugada, voltando com os Neruda de um jantar [...].
- Quer parar um momento, por favor? - pediu Jorge ao chofer.
Desceu do carro, dirigiu-se a uma vendedora que acabava de completar um latão com cravos vermelhos:
- Quero esses cravos.
A vendedora, solícita, retirou um buquê da lata, sacudiu-o, estendeu-o ao freguês:
- Duas dúzias, estão lindos!
- A senhora não entendeu - disse-lhe Jorge. - Quero todos.
Pela porta aberta do táxi, uma rajada de cravos vermelhos, orvalhados, cobriu-me da cabeça aos pés. Jamais Pablo esqueceu-se dessa cena. Na última vez que o vimos, pouco antes de sua morte, ele ainda recordava: "la lluvia de claveles rojos en la madrugada ..." Quanto a mim, a lembrança dessa noite acompanhou-me sempre; ajudou-me em momentos difíceis de minha vida".

- Zelia Gattai em "Um chapéu para viagem" (p. 42-43).]


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

[1945]
"[...] Jorge pediu vinho do Porto. Sem fazer rodeios, entrou, enfim, no assunto urgente: dizendo que me amava, propôs-me casamento. Casamento sem juiz nem certidão, pois vivíamos num país sem divórcio [...]. Queria resolver de uma vez o problema de nosso relacionamento, que não passara até então de um namoro platônico. Jorge repetiu que me amava e que estava certo de que seríamos felizes. Encontrara em mim a mulher que sempre procurara. [...]
Sentia uma espécie de tontura, não tanto pelo vinho - estávamos no segundo cálice - como pela emoção. Sóbria, teria lhe confessado que também o amava, mas o vinho do Porto ajudou-me a ir além: disse-lhe, com veemência, sem nenhum constrangimento ou censura, que meu amor por ele era enorme, fora de todas as medidas. Eu o acompanharia para onde quisesse conduzir-me, paraíso ou inferno, enquanto sentisse que ele me amava".

- Zélia Gattai em "Um chapéu para viagem" (p. 41).


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
O que eu gostaria de ser era uma lutadora”.

- Clarice Lispector 

 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

domingo, 31 de dezembro de 2017

sábado, 30 de dezembro de 2017

"A verdade é que sem querer vamos nos armando e dizendo que isso é assim e aquilo é assado. Batemos o martelo e damos ordens para os nossos sentimentos e emoções que, frequentemente, se transformam. Vai dizer que você não tem uma amiga que, láááá no comecinho de tudo, não ia muito com a cara? Vai dizer que nunca aconteceu de, entre um gole e outro de clericot, você confessar “olha-no-começo-eu-te-achava-uma-metida”?
Essas coisas são mais comuns do que pensamos. Deve ser porque não damos uma chance para as segundas vezes e segundas impressões. E, também, porque estamos muito presas aos nossos julgamentos que, mesmo sem querer, ficam o tempo inteiro aparecendo nos nossos pensamentos diários".
 
- Clarissa Corrêa
 
 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017


 "Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar 
sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar".

— Clarice Lispector


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"[...] a palavra 'pessoa' é reservada, em um primeiro momento, ao divino e não ao humano, e só em um segundo momento, por extensão, é atribuída ao ser humano, por ser filho de Deus. A maneira correta de dizer seria, então, 'pessoa humana', diversa da pessoa divina, porém semelhante a ela".

- Juvenal Savian Filho em "Empatia. Edmund Husserl e Edith Stein 
- Apresentações didáticas" (p. 12) 

 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

"[...] o cuidado clínico se faz fundamentalmente por uma presença que busca testemunhar e acompanhar a pessoa no trilhar de seu horizonte de realização própria".

- Empatia. Edmund Husserl e Edith Stein - apresentações didáticas (p. 86).


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017