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segunda-feira, 4 de maio de 2015

"A vida não é um corredor reto e tranquilo que nós percorremos livres 
e sem empecilhos,
mas um labirinto de passagens, pelas quais nós devemos procurar nosso caminho,
perdidos e confusos, de vez em quando presos em um beco sem saída.

Porém, se tivermos fé, uma porta sempre será aberta para nós,
[...] aquela que definitivamente se revelará boa para nós".

- A. J. Cronin (citado por Spencer Johnson em "Quem mexeu no meu queijo?"  


"Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: tranformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela.
 Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. 
Existia apenas dentro dela."

- Caio Fernando Abreu



domingo, 3 de maio de 2015

"Bendita é a saudade quando as recordações 
nos arrancam mais sorrisos do que lágrimas."


sábado, 2 de maio de 2015


"Detesto quando outras pessoas acham que não correspondo ao que esperam de mim. De modo que evito me propor padrões rígidos e me comparar com o que eu ache que deva ser. Quando me desaponto comigo mesmo, em geral é porque não consegui o que exigi de mim ...
Agora apenas aprecio o que acontece, em vez de compará-lo com o que acho que devia ter acontecido. Aprendi que meu sofrimento pessoal se origina da diferença entre o que está acontecendo e o que acho que devia estar".

- Spencer Johnson in "Um minuto para mim"   


sexta-feira, 1 de maio de 2015

"O agradecimento ou a gratidão é o desejo 
ou o empenho de amor pelo qual nos esforçamos por fazer bem a quem, 
com igual afeto de amor, nos fez bem".

- Spinoza, in "Ética" 


quinta-feira, 30 de abril de 2015

"Em alguns momentos, eu a decepcionarei, em outros você me frustrará, mas, se tivermos coragem para reconhecer nossos erros, habilidade para sonharmos juntos e capacidade para chorarmos e recomeçarmos tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias, então nosso amor será imortal."

- Augusto Cury


quarta-feira, 29 de abril de 2015

"Plantar um bosque na alma, e curtir a sombra, o vento, a chuva, as crianças, o sossego. Não precisam ser reais. Eu até acho que a realidade não existe: existe o que nós criamos, sentimos, vemos ou simplesmente imaginamos. E é isso que torna a vida suportável. Ou especial".

- Lya Luft em "Plantar um bosque"   


terça-feira, 28 de abril de 2015

"A educação deveria ser o processo de ajudar cada um a descobrir sua individualidade, de ensiná-lo como desenvolver essa particularidade, e então mostrá-lo como compartilhar isso, pois essa é a única razão para se ter alguma coisa. Imagine como esse mundo seria se, em todos os lugares, você encontrasse pessoas que lhe dissessem:
- É bom que você seja um ser único, diferente. Mostre-me suas particularidades para que eu possa talvez aprender algo com elas.
Mas ainda vemos repetidos os processos de tentar fazer com que todas as pessoas sejam iguais".

- Leo Buscaglia in "Amor" (p. 20)


segunda-feira, 27 de abril de 2015

"Você nunca se decepciona com o outro. 
Você, quando se decepciona, o faz com você mesmo,
por não saber respeitar as possibilidades do outro". 

- Roberto Shinyashiki in "A carícia essencial" (p. 91)


domingo, 26 de abril de 2015

"Você dá preferência aos produtos orgânicos? Vai ao supermercado com sua ecobag a tiracolo? Separa o lixo? Se a resposta é sim, parabéns. Mas se, por outro lado, costuma atrair gente que suga sua energia, tem amigos descartáveis e amores asfixiantes ... Talvez seja o momento de rever suas relações pela ótica da ecologia emocional. Porque no mundo dos sentimentos os recursos também são limitados. 

Uma relação tóxica é aquela que sufoca, anula ou não permite que as pessoas cresçam ou sejam elas mesmas, enquanto uma parceria emocionalmente ecológica é aquela baseada em autonomia e independência, vinculada por amor e respeito.
A reciclagem emocional não se refere apenas aos relacionamentos, mas também ao 'lixo' emocional que pode acumular dentro de cada um. 'Sentimentos como raiva, rancor, mandam mensagens negativas ao inconsciente'. O primeiro passo é assumir que as emoções não são boas ou más e que ninguém precisa se culpar por senti-las. 'Só temos de dar conta da ação gerada pelos sentimentos. Porque essa ação tem um impacto ambiental: uma pessoa irritada contamina todos em volta'. 

Crie seu espaço de proteção ambiental, cultivando auto-estima e sentimentos como serenidade, amor e gratidão.

CHEQUE SEU ECOSSISTEMA

Adubo (ou vitamina): Sentimentos que fornecem nutrientes e energia emocional, como gratidão, ternura e carinho.

Lixo: Resíduos de emoções mal administradas. Contamina o meio em forma de agressões verbais e condutas destrutivas.

Contaminação: Mau humor, irritação, rancor e ressentimento são sentimentos contagiosos! Podem, inclusive, poluir o clima emocional global.

Biodegradável:  As emoções podem mudar, evoluir, ou até mesmo, desaparecer. Se retivermos esses sentimentos, eles podem nos envenenar. Alguns podem se transformar positivamente, quando canalizados para uma ação reparadora. Por exemplo: quando a ira leva à reparação de uma injustiça, ou a inveja, a uma superação pessoal.

Reservas: Situações agradáveis que devemos guardar na lembrança para evocar nos momentos difíceis, trazendo à tona emoções positivas.

Buraco na camada de ozônio: Ausência de proteção externa. Falta do 'filtro' emocional que causa a aceitação das críticas negativas. O resultado é insegurança e baixa auto-estima."

- Marie Claire, Novembro de 2008
  "Ecologia Emocional: Livre-se das relações tóxicas" 




sábado, 25 de abril de 2015

"O amor materno dá uma segurança que pode ser aproveitada em vários momentos e inclusive, contra tudo e contra todos, nos momentos cruciais. É uma força oriunda do fato de que um dia fomos amados, significamos algo para alguém, e imbuídos dessa convicção vamos então à luta. O dom da fada madrinha na verdade é simples: restituir algo que uma filha já teve, quando era objeto do olhar materno apaixonado de que os pequenos se nutrem. Só um olhar desse calibre, herdeiro desse amor, possibilitará que o encanto seja realçado e não coberto por cinzas e roupas feias. [...] Em geral, as mães contemplam seus filhos com a mesma paixão do príncipe para Cinderela: eles sempre serão os mais bonitos da festa".

- Corso e Corso em "Fadas no Divã" (p. 111)


sexta-feira, 24 de abril de 2015

"Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem, faça do Agora o foco principal da sua vida.
Diga sempre 'sim' ao momento atual.
A vida é agora. Nunca houve uma época em que a nossa vida não fosse agora, 
nem haverá. 
Nada jamais aconteceu no passado, aconteceu no Agora.
Nada jamais irá acontecer no futuro, acontecerá no Agora.  

- Eckhart Tolle in "Praticando o poder do Agora" (p. 18-19)


quinta-feira, 23 de abril de 2015

"Nada é melhor do que se surpreender, olhar o mundo com olhos de criança. 
Por isso as pessoas gostam de viajar. [...] Tudo depende do olhar. 
A gente tanto pode olhar sem ver nada quanto se maravilhar, uma capacidade natural na criança e que o adulto precisa conquistar, suspendendo a agitação da vida cotidiana e não se deixando absorver por preocupações egocêntricas. Como diz um provérbio chinês, a lua só se reflete perfeitamente numa água tranquila".

- Betty Milan in "O gosto da surpresa"


quarta-feira, 22 de abril de 2015

"A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-do-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café bem coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir ... São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem - alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias".

- Leila Ferreira  


terça-feira, 21 de abril de 2015

"Ocorre que também os pais vivem o luto pelos filhos [adolescentes], precisam fazer o luto pelo corpo do filho pequeno, pela sua identidade de criança e pela sua relação de dependência infantil. Agora são julgados por seus filhos, e a rebeldia e o enfrentamento são mais dolorosos se o adulto não tem conscientes os seus problemas frente ao adolescente. [...]
Ao perder para sempre o corpo do seu filho criança, vê-se enfrentado com a aceitação do porvir, do envelhecimento e da morte. Deve abandonar a imagem idealizada de si mesmo, que seu filho criou e na qual ele se acomodou. Agora já não poderá funcionar como líder ou ídolo e deverá, em troca, aceitar uma relação cheia de ambivalências e críticas. [...]
Só quando pode identificar-se com a força criativa do filho, poderá compreendê-lo e recuperar dentro de si sua própria adolescência. É neste momento do desenvolvimento onde o modo pelo qual se conceda a liberdade é definitivo para a conquista da independência e da maturidade do filho".

- Aberastury e Knobel em "Adolescência normal" (p. 16-17)


    

segunda-feira, 20 de abril de 2015

- Jornalista: "Felicidade é uma responsabilidade pessoal?"
- Jorge Forbes (Psicanalista): "Pessoal e intransferível. Quem espera que o outro lhe traga a felicidade é porque se acomodou.[...] Transformar o amor em remédio é perigoso, felicidade não é artigo de consumo. A relação amorosa tem duas vertentes: a afetiva e a sensual. A afetiva é cuidado, segurança, companheirismo - é repetição. A sensual: é invenção e nada tem a ver com o cuidar - envolve surpresa, 
uso sexual recíproco e tem uma vertente enigmática".

- Marie Claire - Dezembro/2001     


domingo, 19 de abril de 2015

"Num certo sentido, uma depressão faz com que sejamos adolescentes uma vez mais. Uma depressão nos diz que há algo de errado na maneira como nos relacionamos com o mundo, que há algo errado na maneira como conduzimos nossa vida. A dor da depressão muitas vezes torna possível um novo crescimento e faz com que se abandone o sacrifício desnecessário pelos outros.
É doloroso você não ser o melhor de si mesmo. Aceitar a responsabilidade por seus próprios sentimentos e decidir descobrir o que há de melhor em você é o melhor legado de uma depressão.
Ser o melhor de si mesmo significa você tornar-se honesto com seus sentimentos. Significa que você abandona a expectativa de ser perfeito e, portanto, a necessidade de ocultar o que sente, porque o que você sente é você".

- David Viscott in "A linguagem dos sentimentos" (p. 117) 


sábado, 18 de abril de 2015


"VOCÊ É LIVRE!
Pense nisso por alguns segundos:
Você tem o direito de escolher com quem, e como vai viver.
Você pode mudar a sua vida.
Você pode estruturar a sua vida como quiser.
Porque você é livre!
Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!
Perceba que sua liberdade lhe dá condições para sofrer tudo o que você quiser.
Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado, você pode acabar numa crise conjugal de um mês.
Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode se irritar o dia inteiro.
Com a inflação do mês você entra em depressão profunda.
"Você é livre!
Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser. 
Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.
Nem um grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.
Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.
Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir fracassado.
Porque você é livre!
Pense nisso alguns segundos: você é livre; você tem direito a escolher com quem, e como você vai viver. Você pode mudar a sua vida.
Você pode estruturar a sua vida como você quiser.
Porque você é livre!

Você só vai parar de sofrer quando você quiser!
Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.
Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver, outras para sofrer.
E pensam que é seu destino sofrer.
Isso é uma ilusão!
Só quando você decidir, você vai parar de sofrer.
Porque você é livre!"

- Roberto Shinyashiki in "A carícia essencial"




sexta-feira, 17 de abril de 2015

"O único sonho que se perde
é aquele que se abandona".

- Mães da Praça de Maio (Argentina)


quinta-feira, 16 de abril de 2015

"Você pode amar como nunca na vida.
Você pode fazer o que não precisava, só o que não precisa significa o quanto tudo é simbólico.
Você pode imaginar como agradar durante o dia inteiro, cronometrar os horários de sua pessoa predileta, para preparar um jantar ou dar uma carona ou buscar algo que inspire seu riso.
Você pode suportar crises de raiva, de angústia, de agressão, de ciúme, e depois oferecer o abraço confortável do esquecimento.
Você pode colocar suas canções prediletas e convidar a dançar com a voz.
Você pode procurar fatos engraçados, criar situações cômicas, disposto a arrancar a tristeza dos olhos à sua frente.
Você pode rezar em meio à descrença religiosa, pois alguém é mais importante do que você mesmo pela primeira vez.
Você pode explodir a cada separação como se fosse um inimigo e pedir perdão em nome da reconciliação como se fosse um mendigo.
Você pode esquecer seu trabalho para estar disponível mais cedo.
Você pode procurar se retratar antes mesmo de errar.
Você pode lembrar todas as datas especiais da relação e inventar ainda novas.
Você pode nunca se cansar de mandar mensagens e arranjos de frases confessando dependência e saudade.
Você pode frequentar lugares que não passaria por perto, só para se infiltrar na memória de sua companhia.
Você pode dizer que não se recorda mais daquilo que causou mágoa, disposto a não alimentar a culpa.
Você pode abrir a janela do carro e gritar de felicidade para o aceno das árvores.
Você pode escrever bilhetes com o desejo sigiloso que um dia a boca de sua letra seja beijada na boca, assim como toda mulher cheira as flores que recebe.
Você pode se tornar responsável, louco, sóbrio, discreto, escandaloso, irreverente, apaixonado, centrado, pode ser o que sonhou, pode se contorcer em pesadelo, pode se transformar no seu contrário, virar-se pelo avesso e oferecer o forro do silêncio.
Mas nada disso importa se a outra pessoa é analfabeta do seu amor.
Nenhuma demonstração de cuidado terá validade. Suas palavras não encontrarão o amparo da caligrafia. Seus gestos serão traços à toa na folha branca.
Nem todos sabem ler e escrever dentro do amor.
Não há sentido em amar se a outra pessoa não é capaz de guardar a verdade do quarto e a sinceridade da cozinha, se a outra pessoa jamais leu o que você é e não aprendeu a escrever – muito menos desenhar - o seu nome no coração dela."

- Fabricio Carpinejar




"Eu acho que há muitos céus, um céu para cada um. O meu céu não é igual ao seu. 
Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que a gente ama e o tempo nos roubou. 
No céu está guardado tudo aquilo que a memória amou."

- Rubem Alves



quarta-feira, 15 de abril de 2015

"Quando ela voltou a suspirar pelo amor, decidiu fazer sonhada viagem e passou a dar mais atenção ao filho pequeno. Após o acidente, ele melhorou a relação com a mãe e cultivou roseiras. Quando ela tudo perdeu, arriscou pedir aumento ao chefe e aprendeu a falar italiano. Assim que a irmã passou no vestibular, decidiu parar de beber e de fumar. Às vezes os diversos fatos na nossa vida, aparentemente desconexos, são as reais razões pelas quais vestimos novos papéis e abandonamos velhas posturas, ao experimentarmos outras e inéditas versões de nós mesmos, sejam elas mais saudáveis ou não, quando uma descontinuidade qualquer nos convida ao recomeço. Há um fio invisível de possibilidades que tece a alma, bordando nossas histórias, entrelaçando nossos encontros e desenhando assim, os nossos destinos."

- Guilherme Antunes



"A transmissão da herança imaterial é uma doação ativa dos pais (eles falam, educam, cuidam, mostram seus amores e mágoas), mas o filho não é um herdeiro passivo. [...] É na vida familiar como um todo, da forma como essa é ditada pelo inconsciente parental, que o filho faz sua colheita de traços identificatórios. A percepção inconsciente da criança vai além da hipocrisia, da falsa moral, das convenções sociais, mesmo sem sabê-lo, ela vai em busca dos detalhes que revelam a verdade sobre o amor, o desejo, as frustrações e as expectativas de seus pais.
[...]
A construção da identidade dos filhos não se estrutura necessariamente sobre o modelo das virtudes dos pais, evidentemente que essas podem servir de substrato, mas o que organizará a lista dos itens que um filho vai tomar para si está mais do lado do que falta a seus pais do que daquilo que eles possuem. Por mais que os pais possam se mostrar satisfeitos com o que conquistaram na vida, será em nome daquilo que ainda lhes falta que eles próprios seguirão sua caminhada.

O que falta aos pais é representado por aquilo que eles desejam. Se tiverem, por exemplo, sucesso profissional, mas lhes faltar qualidade de vida, para o filho será um grande desafio construir uma vida equilibrada entre o trabalho e o lazer ou entre este e o tempo dedicado à família. Um filho procurará transcendê-los, mais do que imitá-los. [...] Partirá do ponto onde os pais encontraram seu limite."

- Corso & Corso em "Fadas no Divã" (p. 121-122)


terça-feira, 14 de abril de 2015

"Nina, você vai ter que entender, tem gente que é deste jeito:
não gosta de despedidas.
Não chore, Nina, não chore.
Ou melhor, chore bastante.
A gente afoga nas lágrimas a dor que não entendemos.
MAS, espere, Nina, espere, porque há duas razões para você não chorar.
SE muito além desse sono que vovó está dormindo 
não existe nada mais - como muita gente crê -
não existe despertar, nem porto, destino ou luz;
se tudo acabou de vez - acabou, completamente -
pode ter certeza, Nina, a vovó está em paz;
não sabe nem saberá que está dormindo pra sempre.
Aí, você pode, Nina, ir dormir o seu soninho e sonhar um sonho bom,
pois vovó não está sofrendo.
Como não vai acordar - seja aqui do nosso lado, seja em outro lugar - 
ela está sonhando, Nina (como sonha, toda noite,
quem dorme um sono profundo).
[...]
SE, porém, depois desse sono imenso,
Vovó Vivi despertar num outro mundo, feito de luz e de estrelas,
veja, Nina, que barato!!! Que lindo voar no espaço!
E aí, se acreditamos que é desse jeito que as coisas acontecem,
depois que a vida na Terra termina, pode ter certeza, Nina:
vovó está vendo você.
[...]
Portanto, não chore mais e vá dormir, minha querida.
Dos dois jeitos desse adeus é que a gente inventa a vida".

- A sensibilidade única de Ziraldo em "Menina Nina", pois não importa nossa idade, voltamos a ser crianças quando perdemos um de nossos pais.





"Das princesas dos contos de fadas, a Bela Adormecida é a mais passiva, a começar pelo seu nome. Sua característica principal é a beleza inerte, objeto de cuidado e de contemplação por parte da Corte e do seu príncipe, que vem a conhecê-la no sono enfeitiçado. [...]

Apreciamos os amados em geral dormindo, não há mãe que não tenha ataques de ternura ao ver seus anjinhos adormecidos. É extremamente sedutora a visão dos rostos corados, os lábios entreabertos, a respiração tranquila dos seres entregues ao sono, sem controle sobre seus corpos, inconscientes da força dessa presença apaixonada que os possui com os olhos. O filho e o ser amado adormecidos são perfeitos, são possessões inermes, desarmadas, à mercê da nossa idealização".

- Corso e Corso em "Fadas no Divã" (p. 86)  


segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Espreitei a cidade pela janela entreaberta. 
Lá fora, a vida desfilava, impávida. 
Injustiça é o mundo prosseguir assim mesmo quando desaparece quem mais amamos."

- Mia Couto


"Não sacrifique o dia de hoje pelo de amanhã. 
Se você se sente infeliz agora, tome alguma providência agora, 
pois só na sequencia de agoras é que você existe."

- Clarice Lispector


domingo, 12 de abril de 2015

"O amor platônico, todo romântico sabe, é aquele que nunca se concretiza. 'Platônico' vem de Platão, justamente porque o filósofo grego acreditava na existência de dois mundos - o das ideias, onde tudo seria perfeito e eterno, e o mundo real, finito e imperfeito, mera cópia mal-acabada do mundo ideal.
Segundo a psicanalista Heidi Tabacof, o amor platônico revela uma dose de imaturidade emocional à medida que nunca experimenta os limites e as frustrações de uma relação concreta. 'Psiquicamente, ele reproduz o amor infantil pelos pais, vistos como figuras perfeitas e supervalorizadas', diz ela lembrando que nos dois casos a sexualidade está interditada. 'O amor platônico é sempre casto'. Como toda experiência amorosa, essa também pode servir ao autoconhecimento. Para a especialista, 'o aspecto positivo do amor platônico surge quando ele estimula a reflexão sobre os motivos que impedem a pessoa de ter uma relação madura consigo mesma e com o outro".

Marie Claire - Novembro/2001    


sábado, 11 de abril de 2015

"A infância não é um tempo, não é uma idade, uma coleção de memórias. 
A infância é quando ainda não é demasiado tarde. 
É quando estamos disponíveis para nos surpreendermos, para nos deixarmos encantar."

- Mia Couto