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terça-feira, 7 de março de 2017

Trazido pra cá do meu Facebook, de hoje:

Eu tenho esse blog desde 2010, onde publico diariamente há algum tempo 
(além do falandosobresuicidio.blogspot.com.br).
E costumo ir programando postagens, quando tenho tempo de selecionar frases e imagens ... como estou fazendo hoje.

E às vezes fico pensando ... "...e se eu morrer inesperadamente? Quantas postagens ficarão ainda indo ao ar? Qual vai ser aquela do dia da minha morte? Vai ter algo a ver com esse evento?"

...

Das coincidências da morte ...

E seguindo esse pensamento, lembro de quando perdemos um grande amigo da família, praticamente um tio, alguém que me ensinou a andar de bicicletas sem rodinhas e me trouxe para ver o mar muitas vezes durante a minha infância, em 1992, por suicídio (embora na época eu e minha mãe não quiséssemos acreditar que ele tivesse morrido pelas próprias mãos), eu lembro que no meio do velório fomos tomar um café ...
Era a minha primeira experiência de morte de uma pessoa muito querida ...
E, no auge dos meus 16 anos, de repente me veio o pensamento: "Imagino qual será a primeira música que eu vou ouvir depois disso, que talvez marque esse momento pra sempre" - porque a música, desde sempre, me traduzia e me salvava.

E quando entramos no café, tocava "Aonde você mora", do Cidade Negra:

"Amor igual ao teu eu nunca mais terei ...
amor que eu nunca vi igual, que eu nunca mais verei ...
[...] Você vai chegar em casa
eu quero abrir a porta.
Aonde você mora, aonde você foi morar?
Não quero estar de fora
aonde está você,
EU TIVE QUE IR EMBORA
MESMO QUERENDO FICAR ..."

(e essa, principalmente, me pareceu a voz dele, vindo de algum lugar do mundo das misteriosas sincronicidades da vida).
E eu me lembrei de tudo isso hoje, programando os posts do meu blog, que talvez um dia durarão mais do que eu.

"Esquisita" é sempre a palavra que melhor me define (de acordo com pessoas próximas hahaha).
Mas quem viver, verá.

Em memória de Joaquim.




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