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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

"De um lado a vida. Do outro a morte. Imprensada entre dois acontecimentos inegavelmente absolutos, decorre a vida do ser humano. E para ela, assim que começamos a formular nossos medos, foi necessário encontrar uma justificativa. Por que éramos jogados na vida, sem qualquer participação voluntária, e dela éramos retirados contra nosso desejo? A razão deveria ser forte, tão forte quanto nascer e morrer, pois só assim os justificaria. E a única que nos pareceu qualificada foi o amor. Era através do amor que a vida se gerava, e era gerando outras vidas que nos iludíamos de vencer a morte. O amor era portanto o único elemento que podíamos considerar como participante direto dos dois pólos fundamentais."  

- Marina Colasanti em "E por falar em amor"


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