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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

"Aprendi que, no curso de nossa vida, abandonamos muito do que amamos e somos abandonados também. Perder é o preço que pagamos para viver. É também a fonte de grande parte do nosso crescimento e dos nossos ganhos. Ao trilhar o caminho do nascimento até a morte, temos de passar também pela dor de renunciar, renunciar e renunciar a uma parte do que amamos.


Temos que enfrentar nossas perdas necessárias.

Devemos entender como essas perdas se ligam aos nossos ganhos.
  
Pois, ao deixar a beatífica união total mãe-filho e cruzar as fronteiras imprecisas, transformamo-nos em um eu separado, consciente e único, trocando a ilusão de proteção absoluta e segurança absoluta pelas triunfantes ansiedade de caminhar sozinhos.  

E ao aceitar a limitação do proibido e do impossível, tornamo-nos um eu adulto, moral e responsável descobrindo - dentro dos limites impostos pela necessidade - nossa liberdade de escolha. 

E renunciado às nossas expectativas impossíveis, nos tornamos um eu amorosamente ligado, renunciando a visões ideais de amizade perfeita, casamento perfeito, filhos e família perfeitos, em favor das doces imperfeições dos relacionamentos completamente humanos. 

E enfrentando as muitas perdas trazidas pelo tempo e pela morte, tornamo-nos um eu que chora e se adapta, encontrando em cada estágio - até o último suspiro - oportunidades para transformações  vivas e criativas." 


- Judith Viorst in "Perdas Necessárias" (p. 333-334)





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