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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

"Morra quantas vezes for necessário.
[...] É preciso morrer bem enquanto se vive.
Cada final de amor é uma pequena morte, por exemplo. Morre quem fica alimentando fantasias de retorno, planejando vinganças, cultivando lembranças com naftalina. Sei que dói, mas não deixe esse amor definhando na UTI, dê logo a extrema-unção, acabe com isso, morra rápido, morra de vez, para que possa renascer ligeiro também.
[...] Nossos sonhos morrem. Nosso passado morre. Nossas crenças, nossas fases. Fazer o quê? Morra bem. [...] Morra de morte bem arrematada, uma, duas, três mil vezes, morra em definitivo sempre que for exigido, para sobrar tempo.
Tempo para a vida em frente."

- Martha Medeiros em "Morra bem" - do livro "Simples assim"

     

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