"Amadurece quem percebe que o sofrimento faz parte do caminho, e que ele é bem vindo também, quando nos ensina o sentido da paciência e da aceitação diante das demoras e reveses da vida.
Quem compreende que não há lógica nem explicação pra tudo, que o importante é ter menos controle e mais diversão, e finalmente descobre que a maturidade flerta com a insanidade…
Amadurece quem entende que a vida é como uma enorme colcha de retalhos em que os retalhos bonitos, limpos e de cores vivas estão firmemente atados aos retalhos feios, sujos e gastos pelo tempo. Certamente desejamos possuir e expôr uma colcha perfeita, agradável aos olhos e aconchegante. Mas para isso teríamos que mostrar apenas metade da colcha - ou setenta por cento, vá lá.
Porém, quando entendemos que a beleza da colcha está no contraste entre o belo e o feio, o novo e o velho, o limpo e o sujo… encontramos a paz que deriva do perdão e da verdadeira auto estima. Deixamos de julgar tanto - a nós e aos outros-, relaxamos com nossas histórias, fazemos as pazes com nossos fantasmas.
Nos descobrimos livres, sem dívidas.
Encontra a felicidade aquele que entende que não adianta mostrar a colcha por partes nem camuflar os retalhos feios. O segredo é olhar para eles com carinho e aceitá-los como parte do todo. E conviver bem com isso, pois no final, usando a colcha inteira estaremos bem mais aquecidos do que se a usarmos só pela metade".
- Fabíola Simões