quinta-feira, 30 de setembro de 2021

 "Houve um tempo em que me identifiquei com a dor, pois ela parecia mais confortável.  Há algo de muito tentador em permanecer no fundo da caverna; ali, a meta é apenas sobreviver.  Foi preciso muita coragem para mover as pedras e abrir o cadeado que me mantinha acorrentada ao meu próprio sofrimento.  A chave estava o tempo todo em minhas mãos".

- Ana Michelle Soares em "Vida inteira" (p. 14).




quarta-feira, 29 de setembro de 2021

terça-feira, 28 de setembro de 2021

 "Não haveria nenhuma possibilidade  de chegar a conhecer a morte se ela acontecesse só uma vez. Mas felizmente a vida não é mais que uma contínua dança de nascimento e morte,  um bailado de mudanças. [...] E só quando acreditamos que as coisas são permanentes, é que perdemos a oportunidade de aprender com a mudança".

- Sogyal Rinpoche em "O livro tibetano do viver e do morrer" (p. 63).




segunda-feira, 27 de setembro de 2021

 

"A melhor vingança é seguir em frente. É ir em busca do que te faz feliz,
do que te traz paz e serenidade.
Não há nada mais doce do que transformar a dor que alguém deixou
em combustível para o seu próprio crescimento".
- Daniel Duarte - "Siga os balões"

domingo, 26 de setembro de 2021

"Um relato não apenas sobre a morte de um pai amado, mas também sobre a memória e a esperança que permanecem com aqueles que ficam".

"Minha irmã Uche diz que acaba de avisar por mensagem um amigo da família, e eu quase grito: 'Não! Não conte para ninguém, porque se a gente contar vira verdade' " (p. 12).
"O luto é uma forma cruel de aprendizado" (p. 14).
"Minha raiva me assusta, meu medo me assusta [...]. Tenho medo de ir para a cama e acordar; tenho medo do amanhã e de todos os amanhãs que virão depois. [...] Como é possível o mundo seguir adiante, inspirar e expirar de modo idêntico, enquanto dentro da minha alma tudo se desintegrou de forma permanente?" (p. 22).
"[...] a idade no luto é irrelevante: não importa quantos anos ele tinha, mas o quanto ele era amado" (p. 37).
"Eu hoje me envergonho das palavras que já disse a amigos enlutados. 'Encontre paz nas suas lembranças', eu costumava dizer. Ter um amor arrancado, sobretudo quando isso é inesperado, e depois ouvir que se deve recorrer às lembranças. Em vez de virem me acudir, minhas lembranças trazem eloquentes pontadas de dor que dizem: 'É isso que você nunca mais vai ter'. Às vezes elas trazem o riso, mas um riso que é como carvões em brasa que logo voltam a se transformar nas chamas da dor. Tomara que seja uma questão de tempo - tomara que seja só demasiado cedo, terrivelmente cedo para esperar que as lembranças sirvam apenas como bálsamo" (p. 38-39).
"Finalmente entendo por que as pessoas fazem tatuagens daqueles que perderam. A necessidade de expor não só a perda, mas o amor, a continuidade. Eu sou filha do meu pai. É um ato de resistência e uma recusa: é a dor lhe dizendo que acabou, e o seu coração dizendo que não; a dor tentando encolher seu amor para deixá-lo no passado, e o seu coração dizendo que o amor é no presente" (p. 108).


- Chimananda Ngozi Adiche em "Notas sobre o luto"




sábado, 25 de setembro de 2021

 


"O que você não deixa ir, você carrega.
O que você carrega, pesa em você.
E o que pesa em você, te afunda.
Pratique a arte de: soltar, perdoar e deixar ir". 

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

 "Ninguém é feliz permanecendo em histórias sem chance de final feliz.

Ninguém se cura sem cortar a causa do mal, sem evitar ficar junto de quem só faz sofrer.

Ninguém volta a sorrir nos lugares onde sua felicidade foi perdida, roubada, aviltada, negada. Ninguém".

- Professor Marcel Camargo




 "Hoje, lidar com minha liberdade e ter a consciência de que sou totalmente responsável por tudo o que se refere a mim, incluindo aquil...