terça-feira, 7 de junho de 2016

"Às vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é. Eu acho que a gente não deve perder a curiosidade pelas coisas: há muitos lugares para serem vistos, muitas pessoas para serem conhecidas. Tudo isso estimula a gente, clareia a cabeça, refresca. 
Por que não?"

- Caio Fernando Abreu  

Imagem de Christian Schloe

segunda-feira, 6 de junho de 2016

"A gente precisa de um tempo. Se dar um tempo. Se cuidar. Seu melhor amigo não vai cuidar de você. Nem sua mãe, pois você já é crescido. Nem seu amor. O ideal é você se pegar no colo e cantar uma música de ninar até adormecer. A gente merece esse carinho. Sempre. Porque no fundo é você e seu espelho."

- Clarissa Corrêa


  Imagem de Christian Schloe

domingo, 5 de junho de 2016

"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."

- Caio Fernando Abreu

Imagem de Christian Schloe

sábado, 4 de junho de 2016


"Uma coisa é jogar peteca sozinho. A gente bate a peteca para o alto, ela sobe, 
dá uma cambalhota, desce, e quando ela acaba de descer a gente bate de novo ...  
É muito divertido. Mas é um jogo solitário. [...]

Uma outra coisa é jogar peteca com um parceiro. Agora o que é divertido 
não é o exercício solitário jogador-peteca (amante-amor). 
O que é divertido é a relação que se estabelece. 
Mas essa relação exige que o outro me devolva a peteca.

Você está me dizendo que você joga a peteca, mas o seu parceiro não a devolve. 
A peteca cai no chão. Acho que é isso que você quer dizer ao falar de 'retribuição'. Você está jogando sozinha o jogo do amor. [...]

São três as alternativas:
1. Você para de jogar peteca. Joga a peteca fora. 
Aprende a jogar outro jogo - o jogo do trabalho, por exemplo.

2. Você se conforma em jogar peteca sozinha, isto é, consola-se 
com o 'sentimento amoroso' infeliz.

3. Você para o jogo, pega a peteca e vai procurar um outro parceiro
 que tenha prazer em jogar peteca com você.

A escolha quem faz é você".


- Rubem Alves in "Amar sem esperar retribuição", 
no livro "A grande arte de ser feliz" 


sexta-feira, 3 de junho de 2016

"Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. 
Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. 
Já não caminho mais sozinha, levo comigo cada recordação, 
cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem me faz perceber que valeu a pena." 

- Marcia Duarte


quinta-feira, 2 de junho de 2016

"Existe uma sabedoria na voz do mar. Ela tem o poder de colocar as coisas nos seus devidos lugares:

Para que correr tanto?
Atrás do vento?
Indo para onde?
Daqui a mil anos sua agitação já não mais será,
esquecida e desaparecida com as espumas das ondas.
Mas eu continuarei aqui,
neste mesmo lugar,
com meu eterno brinquedo,
sem pressa ..."

- Rubem Alves


quarta-feira, 1 de junho de 2016

"Amor e luto, vínculo e perda são duas faces da mesma moeda: não se pode ter uma sem ter a outra. O luto é o custo do amor, e a única maneira de evitar a dor do luto é evitar o amor. No entanto, a maioria de nós prefere pagar esse preço a viver uma vida sem afeto".

- Colin Murray Parkes




 "Hoje, lidar com minha liberdade e ter a consciência de que sou totalmente responsável por tudo o que se refere a mim, incluindo aquil...