domingo, 6 de outubro de 2013

"Fiquei pensando depois: como mulher se preocupa com besteira. Usa roupa preta pra afinar, veste bermudas compressoras pra chapar a barriga, manga pra esconder os braços roliços, e mais isso, e aquilo, quando o maior segredo de beleza consta do seguinte: sinta-se num palco, mesmo que nunca tenha chegado perto de um. 

Imagine-se com 60 mil pessoas te aplaudindo, te admirando pelo que você faz, pelo que você é, imagine-se com o público na mão, pois você é competente e tem uma elegância natural (tem, né?). Conscientize-se de que sua inteligência é superior às suas medidas, que ser magrinha não atrai amor instantâneo, que sua personalidade é um cartão de visitas, que a felicidade é a melhor maquiagem, que ser leve é que emagrece. 

E dá-se a mágica."

O macacão branco - Martha Medeiros no livro "A graça da coisa" 



sábado, 5 de outubro de 2013

“Um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar.” 

- Chico Science


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O silêncio das montanhas

Acabei de ler "O silêncio das montanhas" ontem. Hosseini, mais uma vez, não tem o menor pudor em partir o coração do leitor, abrindo mão de finais felizes e optando por falar das dores, sim, que fazem os personagens se humanizarem ainda mais. Embora a história principal seja dos irmãos Abdullah e Pari, separados na infância e que um dia se reencontram, mas não como imaginaram, outras histórias paralelas mostram o peso das escolhas a longo prazo ... Os amores que não acontecem como esperamos, mas nem por isso deixam de ser amor. Algumas me deram a sensação de que ficou faltando o desfecho, mas isso também acontece na vida real, não? Recomendo.

Sem querer entrar em detalhes, um dos momentos que mais me doeram foi o reencontro de uma velha lata de chá.

"O tempo é como um encantamento. A gente nunca tem o quanto imagina". 

"- [...] Ninguém podia ver você, só eu. Eu contava tudo a você. Todos os meus segredos. Para mim, você era real, estava sempre bem perto. Eu me sentia menos só por sua causa. Como se fôssemos contrapartes. [...] Eu costumava nos imaginar como duas folhas, sopradas pelo vento a quilômetros de distância, mas ainda ligadas pelas raízes profundas e emaranhadas da árvore de onde havíamos caído.
- Para mim, aconteceu o contrário. Você diz que sentia uma presença, mas eu sentia somente uma ausência. Uma dor vaga, sem uma fonte definida. Era como um paciente que não consegue explicar ao médico onde dói. Mas dói."



"A vida é assim: a gente escolhe um caminho na esperança de que ele vá nos conduzir a um lugar de alegria. Tolos, pensamos que a alegria está ao final do caminho. E caminhamos distraídos, sem prestar atenção. Afinal de contas, o caminho é só caminho, passagem, não é o ponto de chegada. Com freqüência, a gente não chega lá, porque morre antes. Mas há poucos que chegam ao lugar sonhado – só para descobrir que a alegria não mora lá. Caminharam sem compreender que a alegria não se encontra ao final, mas às margens do caminho. Não foi isso que disse Riobaldo? 'O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.'" 


- Rubem Alves


quinta-feira, 3 de outubro de 2013


"Os diamantes são indestrutíveis?
Mais é meu amor.
O mar é imenso?
Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentos do que um campo de flores.
Mais triste do que a morte,
mais desesperançado do que a onda batendo no rochedo,
mais tenaz que o rochedo.
Ama e nem sabe mais o que ama."

- Adélia Prado




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim não falte."

- Clarice Lispector.


 "Hoje, lidar com minha liberdade e ter a consciência de que sou totalmente responsável por tudo o que se refere a mim, incluindo aquil...